Resumo:
Aborda a grave situação da política brasileira, destacando dois sintomas principais de seu mal-estar: a falta de espírito público e a ausência de senso moral. Observa que, embora o Brasil tenha uma população suficientemente instruída, muitos se dedicam à política movidos por interesses pessoais e egoístas, negligenciando o bem coletivo. O voto, por exemplo, é muitas vezes influenciado por ganhos individuais, em vez de se pensar no bem-estar da sociedade. A correção dessa questão, segundo Pilla, seria possível com uma educação focada na solidariedade social e na subordinação dos interesses individuais aos gerais. Entretanto, o maior problema identificado é a perda de moralidade na vida pública. No passado, existia uma separação entre o comportamento público e privado, mas hoje as práticas imorais dos políticos são ignoradas ou até aceitadas pela população. Cita o famoso ditado “rouba, mas faz” como uma justificativa para práticas corruptas, uma ideia que parece prevalecer entre governantes e eleitores. Ele exemplifica essa situação com os escândalos recentes, como o inquérito do Galeão, que, embora enormes, não tiveram o impacto esperado na opinião pública. Conclui afirmando que o Brasil está gravemente enfermo, refletindo sobre a decadência moral que domina as esferas políticas do país.