Resumo:
Critica as propostas de reforma eleitoral apresentadas por alguns comentaristas, como o sr. Pedro Dantas e o sr. João Duarte Filho. Aponta incoerências nas soluções sugeridas, como a rejeição do voto exclusivo na legenda partidária, proposta por Pedro Dantas, que considera que o eleitor deve poder escolher diretamente seus candidatos. Para Pilla, essa crítica é contraditória, pois Dantas também sugere a proibição da propaganda individual, o que impede que os candidatos mostrem seus méritos ao eleitor. Argumenta que, em vez de proibir a propaganda, tornar o voto de legenda exclusivo tornaria a propaganda inútil, alinhando as opções dos eleitores com os partidos, não com candidatos individuais. Além disso, Pilla reflete sobre outra sugestão, de João Duarte Filho, que propõe a redução do círculo de candidatos como forma de combater a corrupção eleitoral. Vê isso como uma medida que poderia, paradoxalmente, facilitar a manipulação do processo eleitoral, tornando-o vulnerável ao poder do dinheiro, pois seria mais fácil vencer uma eleição com uma quantia menor de recursos. Em oposição, Pilla defende que o voto exclusivo na legenda partidária seria mais eficaz para combater a corrupção, permitindo que os eleitores escolham com base nos programas, tradições e ética dos partidos, não nas influências pessoais dos candidatos. Ele considera essa abordagem mais democrática e com maior significado real.