Resumo:
Analisa a situação econômica e social do Brasil após a Revolução de 1930, questionando a eficácia da política trabalhista implementada pelo governo de Getúlio Vargas. Sugere que o povo, ao votar, não teve tempo para refletir sobre os "fatos novos" e, portanto, as escolhas feitas podem ter sido precipitados. Argumenta que, embora se afirme que o governo tenha beneficiado os trabalhadores, a realidade é bem diferente. Ele observa que, antes de 1930, a vida dos trabalhadores era mais tranquila, apesar de uma legislação social incipiente. Após a implementação das políticas trabalhistas, o que ocorreu foi uma exploração dos trabalhadores, com o aumento das contribuições para instituições que não cumpriram seu papel, levando à falência de muitos desses institutos. Também critica a falta de sinceridade do governo trabalhista, que, em vez de melhorar as condições de vida dos trabalhadores, só aumentou o custo de vida e a exploração. Para Pilla, o governo de Vargas não fez mais do que criar uma fachada de assistência, enquanto os trabalhadores se viam cada vez mais sobrecarregados. Além disso, aponta a contradição entre o Partido Trabalhista e os magnatas, sugerindo que muitos deles apenas usaram o trabalhismo para garantir benefícios governamentais. Conclui que, sem uma reflexão crítica, os trabalhadores continuarão sendo explorados.