Resumo:
Discute a evolução da representação política desde sua origem até a forma moderna. Inicialmente, a representação tinha um caráter individual, sendo formada por homens capazes de fiscalizar e conter o poder do rei. As primeiras assembleias representativas tinham como principal função a autorização para levantamento de impostos, com o preceito de que sem consentimento não haveria tributação. Com o tempo, essas assembleias começaram a exigir também o exame de como os impostos eram aplicados, tornando-se um órgão de fiscalização da administração pública. À medida que a democracia se desenvolvia e as funções das assembleias se tornavam mais complexas, o modelo rudimentar de delegação tornou-se insuficiente. Assim, foi necessário criar organismos intermediários, como os partidos políticos, para coordenar e orientar o pensamento dos cidadãos. A representação passou a ser baseada na partidarização, transformando o partido em uma entidade de direito público. Aponta que, com essa mudança, a soberania nacional deixou de ser algo difuso, passando a ser exercida através dos partidos, que escolhem os candidatos e o eleitorado apenas sanciona ou rejeita essas escolhas. Ele defende o voto exclusivo na legenda como um processo democrático, já adotado em países mais avançados, visto que representa a nova estrutura da democracia representativa, onde a confiança passa do indivíduo para o partido.