Resumo:
Analisa a morte do regime político de Getúlio Vargas, identificando o fim de um ciclo na história política do Brasil e iniciando outro. Ele destaca a importância da figura de Vargas, cuja presença dominou a vida pública brasileira durante o último quarto de século, embora discuta as consequências de sua influência, reconhecendo tanto os aspectos positivos quanto os negativos de seu governo. Afirma que o getulismo, como fenômeno, se extinguiu com a morte do presidente, embora as dificuldades políticas e sociais decorrentes de sua era continuem a afetar o país. A morte de Vargas não significa, contudo, o fim do perigo do poder pessoal, que se manifestou em seu governo. Alerta para a possibilidade de outros líderes se aproveitarem dessa fragilidade e buscarem exercer um poder semelhante ao de Vargas. Argumenta que a verdadeira solução para os problemas do Brasil não está apenas na mudança de governo, mas na reforma do sistema político. Ele propõe a substituição do sistema presidencialista, que favorece o poder pessoal, pelo sistema parlamentar, que limita essas possibilidades e promove maior responsabilidade política. A reforma do sistema político seria essencial para a renovação do país, unindo diferentes setores da sociedade em torno de um objetivo comum: a democratização e fortalecimento da representação política. A reforma, apesar de resistências, é apresentada como uma necessidade urgente para a preservação da democracia no Brasil.