Resumo:
Defende o voto exclusivo em legenda, com o registro dos candidatos em ordem de preferência, argumentando que essa prática não é antidemocrática, desde que se compreenda a democracia em seu verdadeiro sentido. Para ele, o processo de escolha dos candidatos dentro de cada partido deve ser democrático, e é necessário implementar medidas para evitar a prepotência da maioria, como a sublegenda, que permite à minoria partidária manifestar sua opinião e ser avaliada pelo eleitorado. O voto exclusivo em legenda, segundo Pilla, oferece várias vantagens, como simplicidade, economia e resistência à corrupção eleitoral. Além disso, permite que os partidos exerçam sua função representativa de forma eficaz, sem a interferência de preferências pessoais que podem prejudicar o processo eleitoral e distorcer os objetivos partidários. Um exemplo apresentado por ele é o caso de uma importante reforma que deveria ser debatida e resolvida por candidatos qualificados, mas que poderia ser afetada pelas escolhas individuais do eleitor, o que comprometeria a realização de objetivos importantes. Conclui que, longe de ser antidemocrático, o voto exclusivo em legenda, quando combinado com o uso da sublegenda para evitar a ditadura partidária, contribui para uma melhor realização da democracia, permitindo que os partidos cumpram sua função de representar adequadamente a sociedade.