Resumo:
Analisa a postura de Gustavo Capanema sobre a reforma política e a sucessão presidencial no Brasil. Capanema, líder do Partido Social Democrático, inicialmente reconheceu a falência do regime presidencialista e apoiava a transição para um sistema parlamentar. No entanto, ao retornar ao cenário político, ele se contradiz ao defender o presidencialismo puro, argumentando que o mal não está no sistema, mas na deturpação do mesmo. Critica essa visão, lembrando que o Brasil já experimentou a falência tanto do presidencialismo puro quanto do misto, cujas falhas foram evidenciadas pela Revolução de 1930 e a Campanha Liberal. Observa que, após a Revolução de Outubro, o Brasil deveria ter abandonado o sistema presidencialista, mas, em vez disso, tentou mesclar elementos parlamentares ao regime, sem sucesso. Ele vê como uma regressão a proposta de Capanema de voltar ao presidencialismo puro, considerando que essa experiência já falhou de forma estrondosa. Adverte Capanema a abandonar essa visão, que, embora possa soar intelectual, compromete os interesses maiores do país, pois não leva em conta os erros históricos do sistema presidencialista. Para Pilla, Capanema deveria focar no interesse público e abandonar a glória intelectual em prol de uma reforma política verdadeira.