Resumo:
Destaca a transformação do presidente Café Filho, ressaltando que ele passou de um agitador a um estadista equilibrado, consciente das responsabilidades do cargo e das necessidades do país. Observa que o amadurecimento do presidente não foi apenas uma consequência do exercício do poder, mas também da experiência acumulada e da observação de nações mais avançadas. Reconhece que, embora o passado de Café Filho tenha sido marcado pela agitação política, isso foi mais fruto das circunstâncias do Brasil do que de sua verdadeira vocação pública. Ele sublinha que, mesmo após se tornar presidente, a vocação do líder para o bem comum permaneceu intacta. Também destaca as noções democráticas de Café Filho, particularmente em relação ao papel do presidente da República. Para ele, o governo não é uma extensão da vontade do chefe de Estado, mas deve ser guiado pela Constituição e pelas leis. Pilla enfatiza que essas ideias, embora simples e frequentemente ignoradas, são raramente expressas com tanta autoridade, especialmente por aqueles que ocupam altos cargos. Conclui que as noções defendidas por Café Filho são fundamentais para a compreensão de um governo democrático e que sua postura de estadista é um exemplo de como as responsabilidades do cargo devem ser encaradas.