Resumo:
Faz uma análise crítica sobre a distinção entre o candidato e a candidatura, utilizando o exemplo do político Alberto Pasqualini. Embora Pasqualini seja reconhecido por sua inteligência e atributos, sua candidatura, no contexto político em que se insere, acaba sendo contraditória. Inicialmente, Pasqualini era visto como uma possível liderança contra o getulismo, porém, quando se apresenta como candidato, sua candidatura se transforma na de defesa do regime de Getúlio Vargas, que ele internamente abomina. Destaca que, apesar de Pasqualini ser um bom candidato, sua candidatura se torna prejudicial devido à relação com o getulismo, que é descrito como um regime de mentiras, traições e exploração social. Critica a manipulação da classe proletária pelo governo de Vargas, que promete benefícios como salários mínimos e aposentadorias, mas que, na prática, tem levado a uma piora nas condições de vida dos trabalhadores. Também enfatiza a importância das eleições, que decidirão a renovação do Congresso e a manutenção ou não do poder de Vargas. Ele concorda com Leonel Brizola, que, ao apoiar Pasqualini, indica que, por trás da candidatura, está a sombra de Vargas, fazendo com que votar em Pasqualini seja, na prática, apoiar o getulismo. Conclui que é crucial compreender a diferença entre o candidato e sua candidatura antes de tomar uma decisão nas urnas...