Resumo:
Critica a corrupção eleitoral observada nas últimas eleições e a reação impulsiva da Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, que propõe uma reforma total da legislação eleitoral. Apesar da boa intenção de corrigir os problemas, Pilla acredita que não há tempo suficiente para implementar as mudanças antes da próxima eleição presidencial. Ele sugere que o foco na legislação eleitoral, que muitos veem como a causa principal, é superficial. Para Pilla, um dos problemas é o sistema de voto pessoal, que favorece os candidatos ricos e desestimula os candidatos com méritos cívicos, propondo como solução o voto exclusivo na legenda ou na sublegenda partidária. No entanto, também aponta que a multiplicidade partidária, especialmente a existência de pequenos partidos, não é a verdadeira causa da corrupção eleitoral. Muitos pequenos partidos atuam como "organizações comerciais", negociando candidaturas, mas a corrupção está presente também nos partidos maiores, onde o dinheiro influencia fortemente as eleições. Para Pilla, a verdadeira causa da corrupção eleitoral é a degradação cívica da sociedade, que foi exacerbada por décadas de ditaduras no Brasil. Ele enfatiza que a falta de consciência cívica do eleitor, que chega a vender seu voto, é o problema fundamental. A solução, para ele, seria restaurar a consciência cívica da população, em vez de apenas focar em alterações na legislação eleitoral.