Resumo:
Faz uma reflexão sobre a relação entre o poder espiritual e o poder temporal, alertando para os perigos que surgem quando a Igreja se associa ao Estado. Ele destaca que, historicamente, o poder temporal pode explorar o prestígio da Igreja por um tempo, mas, para preservar sua liberdade e dignidade, ela eventualmente terá que lutar contra o Estado opressor. Citando as palavras de Cristo, que afirmam que seu "reino não é deste mundo", Pilla argumenta que a Igreja deve manter sua independência das questões mundanas. O exemplo da Argentina sob a ditadura de Perón é usado para ilustrar essa dinâmica. A ditadura se aliou à Igreja, usurpando suas funções e até interferindo em rituais religiosos, como o culto à Virgem. Inicialmente, a Igreja pode ter se sentido beneficiada, mas a situação logo se inverteu. Com o tempo, a ditadura iniciou perseguições a sacerdotes que não se submeteram à sua autoridade e continuaram a seguir sua missão divina. Conclui que a Igreja não ganha nada ao se aliar ao Estado, pois ao fazê-lo, passa a compartilhar de suas fraquezas e misérias. Ela deve se manter fiel à sua missão espiritual, pois seu reino não é terreno.