Resumo:
Critica duramente o sistema político brasileiro, destacando o papel central da eleição do presidente da República. Segundo ele, o presidente concentra tanto poder que a escolha do seu sucessor deve ser feita com o máximo cuidado, já que isso afetará diretamente o futuro do país, seja em termos de prosperidade ou desordem. No entanto, ele aponta que, na prática, a escolha do presidente está sendo tratada de maneira leviana, quase como uma brincadeira ou negócio pessoal de poucos. Ele critica a forma como o Partido Social Democrático (PSD) escolheu seu candidato à presidência, o governador Juscelino Kubitschek, simplesmente por ser o maior partido e por sua posição como governador de Minas Gerais. Questiona se essa escolha, que mais parece uma promoção natural, é suficiente para enfrentar os desafios do país, dada a grave situação política do momento. Ele destaca que a candidatura do PSD não surgiu de uma análise profunda das necessidades do país, mas de uma decisão precipitada dentro do próprio partido. Para Pilla, essa candidatura, independentemente de seu resultado, pode causar mais inquietação e desordem, pois não atende às expectativas que o partido deveria ter em um momento tão crítico. Sugere que a eleição do presidente deve ser uma questão de extrema seriedade e consideração, não um jogo político.