Resumo:
Critica duramente o grande jornal paulista, acusando-o de abusar de sua autoridade ao defender a manutenção do sistema presidencialista e combater a reforma parlamentarista. Argumenta que o que o jornal preconiza para o Brasil é, na prática, uma "ditadura legal, constitucional", ou seja, uma ditadura pessoal concentrada no presidente da República. Contesta a visão do jornal sobre o parlamentarismo, alegando que a defesa do sistema, com base em uma única experiência britânica, é desinformada ou, pior, má-fé. Explica que o modelo parlamentarista não se resume apenas à experiência da Inglaterra, mas foi adotado em diversas democracias ao redor do mundo, com resultados variados, e que sua essência é universal, adaptável às condições políticas e sociais de cada país. Refuta a ideia de que o sistema parlamentarista é exclusivo da Inglaterra e, ainda mais, argumenta que o presidencialismo, ao contrário do que o jornal defende, tem sido desastroso na maioria dos países do continente americano, exceto nos Estados Unidos. Reflete o ponto de vista de Pilla a favor da reforma parlamentarista e critica a resistência conservadora à mudança, considerando-a uma perpetuação de um sistema que levou o Brasil à sua atual situação política e social.