Resumo:
Critica a Sociologia enquanto ciência, argumentando que ela ainda não atingiu o nível de maturidade de outras ciências, como a Física ou a Química. Ele afirma que o estudo do homem na sociedade enfrenta problemas fundamentais, como a compreensão do destino e da natureza humana, que ainda não foram resolvidos cientificamente. Pilla destaca que muitos sociólogos, em vez de observar e analisar a sociedade de forma modesta, tentam impor suas próprias interpretações dogmáticas, usando conceitos vagos e injustificáveis. Esse comportamento resulta no que ele chama de "sociologismo", uma distorção da Sociologia, que serve para justificar tendências políticas, como o reacionarismo e a limitação da liberdade. Ele exemplifica essa distorção com a posição do jornal O Estado de São Paulo sobre a reforma parlamentarista, que, segundo Pilla, não discute o tema com a profundidade necessária. Em vez disso, o jornal faz divagações pretensamente sociológicas, argumentando que o Brasil deveria evitar imitar instituições estrangeiras, já que o país ainda está em formação cultural. No entanto, Pilla aponta que a adoção do sistema presidencialista no Brasil, por exemplo, foi uma importação arbitrária, e não uma expressão genuína da cultura nacional, criticando a incoerência do argumento. Para ele, o uso indevido da Sociologia para justificar preconceitos políticos não é uma prática legítima dessa ciência, mas sim uma forma distorcida e inadequada de pensamento social.