Resumo:
Questiona a ideia de que o Brasil está criando uma cultura própria, como afirmado pelo grande jornal paulista. Ele argumenta que a cultura não é um fenômeno isolado, mas sempre resultado de influências externas e trocas, como exemplificado pela civilização romana, que se alimentou da grega, e pela cultura grega, que se originou no Egito e na Índia. Critica a visão de originalidade nas instituições políticas, afirmando que a política é universal e que as nações se baseiam em experiências coletivas para governar. Destaca que a reforma parlamentarista, defendida por alguns, não representa originalidade, mas sim uma imitação da Inglaterra e de outras democracias europeias. Critica o sistema presidencialista brasileiro, alegando que ele foi copiado dos Estados Unidos de forma servil, sem considerar as peculiaridades do país. Para ele, a originalidade do Brasil está em seu sistema parlamentar, que foi introduzido durante o Império e se adequa melhor à história e ao sentimento democrático da nação. Conclui que, embora a adaptação de sistemas estrangeiros seja inevitável, a verdadeira originalidade do Brasil está na forma como os brasileiros adaptaram e desenvolveram seu próprio modelo de governança, com base no sistema parlamentarista, que é mais condizente com as tradições políticas do país.