Resumo:
Critica o jornal Correio da Manhã por se opor à Emenda Parlamentarista e pela visão de que muitos dos signatários da emenda são apenas "decepcionados" com o presidencialismo. O jornal sugere que a maioria dos parlamentares aderiu à reforma por um impulso ocasional, não por convicção doutrinária. Contesta essa ideia, afirmando que ele, assim como outros parlamentares, é parlamentarista por princípio, defendendo o sistema desde sempre, enquanto a maioria dos outros signatários está, sim, decepcionada com o presidencialismo. Ele destaca que a decepção com o presidencialismo não é momentânea, mas uma realidade persistente por mais de 65 anos, um sistema que tem levado à decadência da vida pública no Brasil. Também responde ao argumento de que a adesão à reforma é produto da insatisfação e não de uma ideologia sólida, explicando que ele mesmo, sendo parlamentarista por convicção, só teria se dedicado a essa causa caso o presidencialismo tivesse falhado de maneira evidente. Ele destaca que, em vez de ser uma falha no movimento parlamentarista, a insatisfação e a decepção com o presidencialismo são motivos legítimos e fundamentados para apoiar a reforma. Para ele, a base de seu comportamento e de muitos outros está em uma avaliação prática da realidade política do Brasil, e não em ideias teóricas distantes da realidade.