Resumo:
Critica a persistência dos defensores do sistema presidencialista, mesmo após mais de seis décadas de decepções evidentes com sua implementação. Ele destaca que as falhas não são momentâneas, mas vêm desde os primeiros anos da República, refletindo a insatisfação com o sistema e a frase recorrente "esta não é a República dos meus sonhos". Questiona a teimosia em manter um sistema que tem mostrado ser inadequado ao país, defendendo que, caso seja necessário, ele deve ser substituído por um sistema mais funcional, como o parlamentarismo, em vez de apenas ser modificado. Para Pilla, tanto o presidencialismo quanto o parlamentarismo são apenas instrumentos para alcançar a democracia representativa. Ele critica o apego irracional ao presidencialismo, que insiste em manter um sistema que já demonstrou suas falhas. Argumenta que, se o sistema não cumpre sua função, deveria ser trocado por outro que seja mais eficaz. O verdadeiro problema, segundo Pilla, é a realização da democracia, que não deve ser sacrificada em nome de um sistema político específico. A democracia é o fim a ser alcançado, não o meio. Ele também afirma que os parlamentaristas estariam dispostos a abandonar o sistema parlamentar caso seus resultados se provassem inferiores aos do presidencialismo. O foco de Pilla é sempre a busca pela melhor forma de realizar a democracia no Brasil.