Resumo:
Analisa as diferentes correntes monarquistas no Brasil, destacando a diversidade de pensamentos dentro desse movimento. Para ele, a presença de monarquistas no país é natural e até justa, considerando que a República, como regime de liberdade, não correspondeu às expectativas de muitos cidadãos. Faz uma distinção entre os monarquistas, enfatizando que não se deve generalizar essa postura política. Enquanto há monarquistas que defendem a monarquia parlamentar, baseada no modelo de D. Pedro II, que elevou o Brasil no cenário internacional, há também aqueles que desejam uma autocracia, algo bem distinto do sistema monárquico do Império. Os monarquistas parlamentares, que Pilla chama de "saudosistas", buscam reproduzir um regime que favoreça a democracia representativa, reconhecendo as virtudes da monarquia do século XIX. Já os monarquistas autocráticos, que se assemelham aos fascistas, defendem uma substituição da representação política tradicional por uma forma de representação de grupos sociais, com o poder concentrado nas mãos de um "ditador coroado". Esses monarquistas defendem, por exemplo, a manutenção da ordem por meio de uma monarquia dinástica e a substituição do sistema político representativo atual. Alerta para o risco que esses monarquistas autocráticos representam e destaca a necessidade de vigilância por parte dos democratas, reforçando que não se deve cair na armadilha de confundir todos os monarquistas sob um único rótulo.