Resumo:
Discute a crise profunda do sistema político brasileiro, centrada principalmente no presidencialismo. Ele afirma que, embora existam candidatos à presidência, como Juscelino Kubitschek, a eleição de um bom candidato não será suficiente para resolver a crise nacional. O problema, segundo Pilla, não reside nas figuras que ascendem ao poder, mas no próprio sistema político que, por suas falhas estruturais, impede que o melhor candidato seja escolhido e eficaz. Critica o processo eleitoral, pois o sistema presidencial permite a eleição de um presidente sem as qualificações adequadas, uma vez que o foco está em conquistar votos e não em escolher um líder com as habilidades necessárias para lidar com a crise. A crise é descrita como algo mais profundo do que uma simples eleição. Acredita que a verdadeira solução seria a reforma da Constituição e a mudança para um sistema político mais adequado, pois o atual só leva a um ciclo vicioso de ineficiência e corrupção. Ele argumenta que o presidencialismo, ao concentrar o poder de forma excessiva em uma pessoa, não consegue promover a governabilidade desejada, e que apenas uma mudança estrutural poderá curar as falhas do sistema, que resultam em uma política fragmentada e desastrosa. Conclui que a reforma imediata é imprescindível para evitar uma nova eleição marcada pela corrupção e demagogia.