Resumo:
Analisa a evolução do sistema político brasileiro e como o parlamentarismo foi introduzido na monarquia de maneira natural, apesar de ser contrário à Constituição da época. Destaca que a criação do sistema parlamentarista foi uma consequência do espírito democrático da Nação, que se manifestou já nos primeiros dias da independência. Ele relata a luta dos democratas contra o jovem imperador, resultando na dissolução violenta da Assembleia Constituinte de 1823 e na instalação de um Parlamento em 1826, que continuou a batalhar contra o poder absoluto do monarca. Menciona um episódio de 1826 em que o Imperador, após a pressão popular, cedeu e formou um novo ministério, mas rapidamente o despediu, criando um cenário de grande tensão política. As manifestações populares no Campo de Santana pediram a reintegração do ministério destituído, e, em vez de ceder à pressão popular, D. Pedro I preferiu abdicar do trono, marcando o início do processo de estabelecimento do parlamentarismo no Brasil. Argumenta que, com o tempo, o presidencialismo republicano causou um grande retrocesso, afastando o país das conquistas do parlamentarismo, que, embora demorado e problemático, oferecia um sistema mais democrático e representativo. Reflete sobre as lições da história e critica a degeneração do sistema político ao longo dos anos.