Resumo:
Responde ao alerta do senador João Vilasboas, que critica a possível aprovação da reforma parlamentarista no Brasil, considerando-a uma “revolução branca” contra o regime presidencialista estabelecido desde 1889. Concorda com a ideia de uma revolução branca, defendendo que o parlamentarismo é necessário para evitar revoluções sangrentas. Ele refuta a acusação do senador, afirmando que a reforma parlamentarista não substitui a república nem ameaça a federação, mas torna o sistema mais democrático e funcional. Argumenta que o verdadeiro alvo da reforma é o sistema presidencialista, que considera obsoleto e ineficaz. Também rebate a crítica de Vilasboas ao parlamentarismo, que o considera fracassado e obsoleto. Ele destaca que o sistema parlamentar tem se mostrado eficaz em diversas democracias ao redor do mundo, incluindo a Europa, Ásia, África, Oceania e Canadá. Cita ainda os exemplos das duas grandes guerras mundiais, quando países adotaram o sistema parlamentar, enquanto os Estados Unidos, com seu sistema presidencialista, permaneceu isolado, com resultados questionáveis. Sugere que, se o parlamentarismo é obsoleto, o que dizer do presidencialismo, que é exclusivo da América e, em seu país de origem, só gerou resultados insatisfatórios? Defende, assim, a reforma parlamentarista como solução para os problemas do sistema político brasileiro.