Resumo:
Reflete sobre a crise profunda enfrentada pelo Brasil, que, segundo ele, está em uma situação econômica, financeira, administrativa e moral sem precedentes. Ele critica o presidencialismo, argumentando que este é um sistema obsoleto, originário do século XVIII, e já superado pelo sistema parlamentarista no século XIX, especialmente na Inglaterra, no continente europeu e, inclusive, no Brasil durante o Império. Para Pilla, o presidencialismo, embora tenha surgido para atender a necessidades históricas específicas nos Estados Unidos, não trouxe bons resultados para os países da América Latina, que continuam enfrentando desordem política e administrativa. Ele defende que o sistema parlamentarista é o modelo mais adequado, pois, ao contrário do presidencialismo, se adaptou às condições democráticas modernas e está em vigor nas democracias mais avançadas do mundo. Reconhece que a reforma parlamentarista pode ser discutível, mas alega que aqueles que resistem à mudança e insistem em manter o sistema presidencialista são, na verdade, responsáveis pela atual situação de crise e retrocesso no país. Para ele, é necessário um profundo debate e transformação, e não a manutenção de um sistema que, a seu ver, tem falhado em proporcionar estabilidade e progresso ao Brasil. A salvação do país, para Pilla, passa pela adoção do parlamentarismo, visto como a única alternativa viável.