Resumo:
Denuncia a corrupção eleitoral no Brasil, destacando que sua origem não está apenas nas falhas da legislação, mas também na falta de consciência cívica. Aponta que a facilidade com que eleitores vendem seus votos decorre tanto de fatores econômicos, como a pobreza, quanto de fatores políticos, como a ausência de convicções partidárias. Ele observa que, em locais onde a situação econômica é melhor e os partidos são bem definidos, o uso do dinheiro como principal argumento eleitoral causa mais escândalo. Critica especialmente a influência do dinheiro nas eleições para o Poder Legislativo, onde candidatos ricos, sem méritos, derrotam concorrentes pobres do mesmo partido. No entanto, ele ressalta que a maior oportunidade para a corrupção ocorre nas eleições presidenciais, pois a propaganda política exige recursos volumosos. Isso leva ao surgimento de financiadores de campanhas, que investem milhões para obter lucros e vantagens após a eleição. Além disso, governos estaduais e federais frequentemente utilizam recursos públicos para apoiar seus candidatos, criando esquemas como as “caixinhas”, compostas por fundos de origem duvidosa. Conclui que essa prática não é exclusiva do Brasil, mas também ocorre nos Estados Unidos, sendo consequência direta do presidencialismo, sistema que concentra poderes excessivos em um único governante, tornando a disputa eleitoral dispendiosa e facilitando a corrupção.