Resumo:
Discute a responsabilidade política como um dos princípios fundamentais do parlamentarismo, diferenciando-a da responsabilidade penal ou jurídica, que é característica do presidencialismo. Ele cita renomados constitucionalistas franceses, como Hauriou, Esmein, Barthélemy e Duez, para reforçar que a responsabilidade política é essencialmente moral, baseada na confiança parlamentar. Sua sanção não envolve penas criminais, mas a perda do poder, isto é, a obrigação dos ministros de renunciar caso percam a maioria no parlamento. No parlamentarismo, essa responsabilidade se manifesta por meio de questões e interpelações constantes, garantindo que os governantes estejam sempre sob escrutínio público. Pilla critica a confusão entre os conceitos de responsabilidade política e jurídica, argumentando que a primeira deve ser entendida como distinta da segunda, que implica um processo judicial. Ele admite, no entanto, que, ao longo do tempo, a responsabilidade política também tem assumido aspectos jurídicos, pois foi incorporada aos textos das Constituições Parlamentaristas Modernas. Apesar disso, ele defende que a distinção entre responsabilidade penal e política deve ser mantida clara para evitar interpretações equivocadas. Conclui que a verdadeira sanção do parlamentarismo é a perda do poder, pois a confiança do parlamento é essencial para a continuidade do governo. Dessa forma, a fiscalização constante dos governantes torna-se um pilar fundamental do sistema parlamentar.