Resumo:
Destaca a expressiva votação da Emenda Parlamentarista na Câmara dos Deputados, onde quase três quartos dos presentes a aprovaram, apesar da oposição de líderes partidários e da resistência da imprensa. Ele elogia a atitude da Câmara, que demonstrou sensibilidade democrática e compromisso cívico, contrastando com eventuais erros cometidos ao longo de sua atuação. No entanto, lamenta que a reforma não tenha surtido efeito legal, devido às restrições constitucionais e ao momento desfavorável do ano em que foi votada. Ele ressalta que, diante da presença registrada, apenas uma votação unânime poderia garantir sua aprovação, o que seria um evento praticamente impossível. Com a derrota da proposta, Pilla expressa pessimismo em relação ao futuro do país, apontando que a permanência do regime presidencialista vigente levará ao retorno de conflitos políticos, disputas de poder e instabilidade. Ele prevê que as ambições políticas crescerão, e o país deve se preparar para tempos difíceis. Assim, reforça a defesa do parlamentarismo como alternativa viável e critica a continuidade do presidencialismo, que, segundo Pilla, perpetua os problemas institucionais do Brasil. A rejeição da reforma parlamentarista representa, para ele, uma oportunidade perdida de avançar rumo a um sistema mais equilibrado e democrático.