Resumo:
Critica a proposta do "Programa Básico" de Marcondes Filho, que sugere incluir entidades autárquicas sob a supervisão direta do presidente da República, subordinando-as aos ministérios. Argumenta que essa medida aumentaria indevidamente o poder pessoal do presidente, transformando-o em um simples gestor de departamentos burocráticos, em vez de manter sua função essencial de coordenação da ação do governo. A proposta, além de funcionalmente equivocada, também é vista como inconstitucional. No sistema vigente, os ministros não são meros auxiliares, mas compartilham a autoridade do presidente e são responsáveis por atos administrativos. Eles podem ser convocados pelo Congresso Nacional para prestar informações, o que assegura o controle legislativo sobre a administração pública. No entanto, as entidades autárquicas diretamente subordinadas ao presidente escapam dessa fiscalização, formando uma “zona obscura” onde a investigação e o controle do Legislativo são limitados. Como os ministros não são responsáveis por essas entidades, nem o presidente da República, surge a necessidade de uma reforma para garantir maior transparência e controle legislativo sobre essas entidades, conforme sugerido por Pilla. Ele defende que, ao reformar o sistema, assegura-se o fortalecimento da responsabilidade e da supervisão pública sobre a administração.