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Discute a reforma constitucional proposta pelo político francês Paul Reynaud, que visa reforçar o Poder Executivo na França. Contrariamente ao que se imagina, o objetivo de Reynaud não é adotar o presidencialismo, mas sim aprimorar o sistema parlamentar francês, que, segundo ele, ainda carrega traços de um regime de assembleia. A crítica principal é que a instabilidade ministerial da França não decorre de um sistema parlamentar eficiente, mas de falhas no próprio sistema de governo do país. Reynaud, junto com outros reformistas franceses, acredita que o modelo francês precisa ser ajustado para se alinhar ao verdadeiro parlamentarismo, como o da Inglaterra, e não ao presidencialismo como o dos Estados Unidos. Pilla destaca que, embora a instabilidade nos gabinetes franceses seja incômoda, ela não é tão grave quanto os críticos sugerem. O maior problema ocorre na política externa, onde a França, devido à constante mudança de gabinetes, perde influência e capacidade de tomar decisões importantes. A reforma, portanto, busca um equilíbrio entre os poderes Executivo e Legislativo, corrigindo as distorções do sistema francês atual, onde o Legislativo exerce um predomínio excessivo. A proposta visa garantir mais estabilidade e agilidade nas decisões políticas, sem recorrer ao presidencialismo. |
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