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Critica a proposta de exigir maioria absoluta para a eleição presidencial, considerando-a uma solução ilusória para a crise política do país. Ele argumenta que, mesmo com a exigência de maioria absoluta, nenhum candidato provavelmente alcançará esse objetivo, o que apenas prolongaria a disputa e dividiria ainda mais o cenário político. Destaca que, no caso de uma eleição sem vencedor claro, a solução seria uma segunda eleição, o que não garantiria um resultado mais eficiente. A verdadeira vantagem da medida proposta, segundo Pilla, seria garantir um governo com uma base ampla, em oposição à possibilidade de um presidente ser eleito por uma minoria e impor-se à maioria. A emenda à Constituição, sugerida pelo senador Novais Filho, que permite ao Congresso Nacional eleger o presidente caso ninguém obtenha a maioria absoluta, é defendida por Pilla. Ele a considera justificada legal e politicamente, pois, em um sistema democrático, a eleição popular que falha em produzir um vencedor eficaz deve ser corrigida. Pilla argumenta que a escolha do Congresso é legítima, já que ele representa a nação, e que não seria razoável limitar o poder do Congresso, impedindo-o de eleger alguém que consiga unir a Nação e garantir um governo forte. A proposta da emenda, portanto, seria uma resposta pragmática à ineficácia das eleições populares e uma maneira de preservar a estabilidade política. |
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