Resumo:
Analisa a história política recente do Brasil, destacando os eventos que marcaram o país. Em 1930, ocorreu uma revolução que, embora desastrosa, foi uma revolução verdadeira. Em 1932, uma segunda revolução, apesar de derrotada militarmente, alcançou o objetivo de constitucionalizar o país. Já em 1937, um golpe de Estado substituiu traiçoeiramente o regime constitucional por uma ditadura, iniciando a vulgarização da palavra "golpe" na política brasileira. Observa que, após esse período, qualquer mudança, seja legal ou extralegal, começou a ser considerada golpe. Ele critica aqueles que, ao buscar melhorias na legislação eleitoral para evitar fraudes e corrupção, são rotulados como golpistas. Defende a restauração da exigência da maioria absoluta nas eleições, tanto para respeitar princípios democráticos quanto para evitar governos fracos. No entanto, os candidatos, já com suas esperanças depositadas em vitórias por maiorias relativas, rejeitam essa proposta, considerando-a um golpe. Alerta para o perigo dessa mentalidade, onde qualquer tentativa de reforma é considerada golpe, minando a capacidade de promover mudanças políticas essenciais para o progresso do país. Ele destaca que aqueles que se opõem a essas reformas estão, na verdade, preparando um golpe verdadeiro, impedindo o avanço necessário para sanar as falhas estruturais do Brasil.