Resumo:
Critica a incapacidade política do povo brasileiro, destacando como o sistema eleitoral e a estrutura política do país estão falhando em proporcionar uma escolha democrática eficaz. Ele aponta que, antes de 1930, o Brasil vivia sob um sistema de votos fraudulentos e decisões arbitrárias. Após 1930, houve um breve período de voto verdadeiro, mas a reforma eleitoral de 1945, impulsionada por pressões externas, não reestabeleceu adequadamente o processo. Em vez de seguir com uma reconstituição política legítima, o Brasil retrocedeu, abandonando a identificação do eleitor e criando títulos eleitorais de maneira simplificada. Argumenta que os defeitos da legislação eleitoral não são a causa da incapacidade política do povo, mas apenas refletem uma crise mais profunda. O verdadeiro problema, segundo ele, está no sistema presidencialista, que, embora extrínseco, tem um impacto significativo na capacidade cívica da população. Ele observa que, no próximo pleito presidencial, o eleitor brasileiro será convocado a escolher o presidente da República, mas a escolha será mais influenciada pela propaganda e pelas chances de vitória de cada candidato do que por um julgamento consciente sobre as qualidades e propostas dos mesmos. Cita um exemplo de propaganda política, onde um candidato finge interagir com o povo, manipulando a imagem pública. Ele questiona se a culpa desse cenário é do povo ou do sistema político falho que o Brasil pratica.