Resumo:
Defende a urgência da reforma parlamentarista, contestando a ideia de que o momento político seria inadequado para tal mudança. Para ele, se uma reforma é necessária e benéfica, deve ser realizada o quanto antes. Além disso, argumenta que, se a adoção do sistema parlamentarista pode ajudar a resolver uma crise política, essa passa a ser uma razão adicional para sua implementação imediata. Ele observa que até mesmo alguns parlamentares que não estão totalmente convencidos da superioridade do parlamentarismo apoiam a reforma por considerá-la um remédio de urgência para a instabilidade política. Assim, enquanto os parlamentaristas veem a mudança como uma solução estrutural, outros a aceitam como uma medida emergencial. Ilustra seu ponto com uma analogia médica. Ele compara os opositores da reforma a um professor francês que defendia a ideia de não operar a apendicite supurada imediatamente, esperando que ela "esfriasse". No entanto, essa espera levava muitos pacientes à morte. Da mesma forma, ele argumenta que adiar a reforma parlamentarista pode agravar ainda mais a crise política. Conclui que a reforma não é apenas oportuna, mas indispensável e inadiável, assim como uma cirurgia necessária para salvar um paciente em estado crítico.