Resumo:
Analisa a revolução fracassada na Argentina, destacando que revoltas são inevitáveis em ditaduras e quase necessárias em regimes presidencialistas rígidos, como os da América Latina. No entanto, a derrota da revolução traz apenas mortes, destruição e repressão intensificada, sem resolver a crise argentina. Ele prevê novas tentativas de libertação, mas questiona o alto custo em sofrimento e sacrifícios. Generaliza esse cenário para toda a América Latina, marcada por ditaduras, golpes de Estado e revoluções constantes. Ele rejeita a tese de que os povos latinos são inaptos para a democracia, defendendo que não existem povos superiores ou inferiores, mas sim mais ou menos educados politicamente. A raiz do problema, segundo Pilla, está nos Estados Unidos, que impuseram o presidencialismo às nações latinas sem considerar suas peculiaridades históricas. Em países marcados pelo caudilhismo, esse sistema apenas reforçou o poder pessoal e irresponsável, institucionalizando um modelo que não corrige os vícios políticos, mas os agrava. Argumenta que, ao invés de buscar um sistema político adequado à sua realidade, os latino-americanos imitaram cegamente os Estados Unidos. Essa imitação equivocada impediu o desenvolvimento democrático, levando à instabilidade e ao ciclo vicioso de regimes autoritários e revoluções fracassadas.