Resumo:
Discute a tentativa de união política diante das cinco candidaturas presidenciais já postas, buscando substituir algumas delas por um nome de consenso. Embora essa iniciativa seja louvável, ele acredita que está fadada ao fracasso, pois apenas um candidato estaria disposto a renunciar. Além disso, a multiplicidade de concorrentes transforma a eleição em uma loteria, incentivando até os menos preparados a seguir na disputa. Ele critica a ambição pelo poder, argumentando que a Presidência da República, no atual sistema, é algo que poucos estariam dispostos a abrir mão. A solução mais viável, segundo Pilla, seria a reforma parlamentarista, capaz de eliminar o problema na raiz. Se o parlamentarismo fosse adotado a tempo de evitar as eleições, não haveria mais necessidade de renúncias, pois o cargo presidencial perderia seu poder excessivo. Menciona candidatos como Juscelino Kubitschek, Ademar de Barros, Juarez Távora, Plínio Salgado e Etelvino Lins, destacando que, sob um sistema parlamentarista, nenhum deles precisaria sacrificar-se em favor de outro. O sistema redistribuiria o poder, permitindo que todos saíssem da disputa sem desonra. Ironiza aqueles que temem o futuro após a reforma, mas ignoram os riscos da eleição presidencial. Para ele, o parlamentarismo não apenas traria estabilidade, mas também restauraria a normalidade democrática, evitando crises políticas futuras.