Resumo:
Descreve a grave crise nacional, afirmando que nenhum setor do Brasil está em situação satisfatória – seja no campo político, econômico, financeiro, social ou moral. Destaca que, na vida pública, a ética perdeu relevância, tornando a crise ainda mais profunda e alarmante. Nesse contexto caótico, ele reflete sobre a reforma parlamentarista, reconhecendo que sua adoção enfrentaria grandes dificuldades. Sem a possibilidade de improvisar líderes competentes, a transição ocorreria lentamente, com perturbações inevitáveis. O cenário ideal, segundo Pilla, seria que a reforma surgisse após a crise, permitindo uma renovação total a partir dos escombros do antigo sistema. Ele questiona se não seria mais prudente esperar o colapso para depois reconstruir. No entanto, argumenta que os parlamentaristas não são meros ideólogos indiferentes à realidade nacional. Embora defendam o sistema parlamentarista, seu compromisso maior é com o país. Assim, preferem enfrentar o desafio imediato, submetendo sua proposta à mais dura das provas, pois acreditam que essa mudança pode evitar um colapso ainda maior. Conclui que os parlamentaristas não veem o sistema como um fim em si mesmo, mas como um instrumento de salvação nacional. Dessa forma, insistem na reforma, mesmo diante de um cenário adverso, por considerá-la um sacrifício necessário para o futuro do Brasil.