Resumo:
Analisa a busca por soluções constitucionais para a grave crise política do Brasil, destacando a reforma parlamentarista como a mais viável e preparada. Ele argumenta que essa mudança não apenas resolverá a crise atual, mas também evitará novas crises periódicas, ao instituir um sistema verdadeiramente democrático e capaz de reeducar a população no exercício da democracia. Embora outras propostas, como a exigência de maioria absoluta na eleição presidencial e a eleição pelo Congresso Nacional, tenham sido sugeridas, Pilla as considera paliativas e pouco democráticas. Além disso, uma nova proposta surge como alternativa: o governo colegiado. Ele questiona qual das duas reformas – parlamentarismo ou governo colegiado – merece preferência. Do ponto de vista psicológico e político, defende que a reforma parlamentarista tem uma superioridade inquestionável, pois foi amplamente debatida desde a Assembleia Constituinte e conta com apoio popular. Além disso, argumenta que a Emenda Parlamentarista já passou por longas análises, está pronta para votação e pode ser implementada rapidamente. Em contraste, a Emenda Colegialista ainda precisaria passar por diversas etapas, o que atrasaria a solução da crise. Por fim, embora reconheça as boas intenções de seus proponentes, Pilla sugere que a nova emenda pode, na prática, acabar dificultando a solução constitucional da crise, ao invés de resolvê-la.