Resumo:
Analisa a Emenda Parlamentarista que estava prestes a ser votada na Câmara dos Deputados em 7 de julho. Ele observa que a reforma parlamentarista, que conta com o apoio da maioria, é essencial para a estabilidade política do país. A aprovação dessa emenda poderia significar uma mudança significativa para evitar a crise política exacerbada pela eleição presidencial, um evento sempre perturbador na vida nacional. Critica os deputados que hesitam em aprovar a reforma devido à proximidade da eleição, considerando essa postura um erro. Ele argumenta que os interesses individuais dos candidatos à presidência, como Juscelino Kubitschek, Plínio Salgado, Ademar de Barros e Juarez Távora, não devem se sobrepor ao interesse maior da nação. Destaca que, embora a reforma seja vital, ela não deve ser adiada por questões eleitorais ou políticas. Ele alerta para o perigo de uma campanha presidencial, que poderia resultar em um colapso do regime, e defende que a aprovação imediata da emenda poderia afastar esse risco. Sugere que os deputados aprovem a reforma sem compromisso, mas com a possibilidade de reavaliá-la posteriormente, garantindo, assim, a preservação do regime democrático e permitindo uma solução eficaz para a crise política. Enfatiza que, ao tomar essa atitude, os parlamentares estariam preservando a estabilidade política do país em um momento crítico.