Resumo:
Discute as preocupações levantadas por alguns congressistas sobre a aceitação das Classes Armadas à proposta de reforma parlamentarista. Ele argumenta que as dúvidas são infundadas, pois a reforma tem objetivos elevados e está sendo proposta por um poder legítimo. Contudo, a simples existência dessas dúvidas revela os problemas estruturais do sistema presidencialista em vigor. Relata conversas com seis chefes militares, todos com diferentes opiniões sobre a reforma. A maioria reconhece que não cabe às Classes Armadas interferir nas decisões políticas, devendo acatar as decisões do Congresso Nacional. Entre os militares consultados, um se mostrou otimista quanto à situação política atual, enquanto outro ainda tinha reservas quanto ao sistema parlamentarista, mas reconhecia sua necessidade. O terceiro, que ainda era presidencialista, reconheceu que a reforma parlamentarista seria a solução para a crise atual. Os outros três, favoráveis à reforma, destacaram-na como a única solução segura para a grave situação política. Conclui que o apelo das Classes Armadas é claro: a responsabilidade pela solução do problema é dos políticos, e eles desejam evitar uma nova intervenção militar. Finaliza com um apelo à consciência política dos parlamentares, esperando que sua decisão seja benéfica para o país.