Resumo:
Discute a crescente adesão à reforma parlamentarista no Brasil, refutando o argumento de que o povo ignorava o tema. Ele critica os defensores do sistema presidencialista, que alegavam preocupação com a opinião pública, mas, na prática, sustentavam um governo de caráter quase ditatorial. Lembra que, na Assembleia Constituinte de 1946, o parlamentarismo ainda era uma ideia pouco desenvolvida, embora já houvesse críticos do presidencialismo, principalmente após eventos como a Revolução de 1930. Mesmo sem uma base sólida de apoio, um grupo parlamentarista apresentou uma emenda que obteve mais de 70 votos, evidenciando o interesse pela mudança. Com o tempo, o movimento em prol do parlamentarismo ganhou força, com Pilla realizando conferências e debates em diversos centros universitários do país. O rádio e a televisão também passaram a abordar a questão, mostrando o crescente interesse popular pela reforma. Para muitos, a falência do presidencialismo é evidente, e, embora a maioria ainda desconheça os detalhes do sistema parlamentarista, sentem a necessidade de mudar. Destaca que, enquanto a maioria da população permanece alheia ao debate, a ideia de adotar o parlamentarismo se espalha rapidamente, sendo vista por alguns como uma solução para a crise nacional. Ele encerra questionando os críticos do parlamentarismo, especialmente os presidencialistas, que negam sua base na opinião pública.