Resumo:
Critica a degeneração da política brasileira, destacando a exploração do poder como principal causa dessa decadência. O Partido Social-Democrático (PSD) é apresentado como um exemplo dessa degeneração, surgido para continuar a exploração do poder após o fim da Ditadura do Estado Novo, sem interesse em promover a democracia de maneira genuína. A crítica se baseia no fato de que seus dirigentes estavam comprometidos com a ditadura expirante, sendo usufrutuários de um sistema autoritário. Embora o partido contasse com alguns membros honestos, a sua essência estava em se manter no poder, explorando os cargos para benefícios próprios. Também menciona a tentativa do então governador de Pernambuco, Etelvino Lins, de promover uma conciliação nacional e moralizar a política brasileira, criando uma oposição ao governo de Getúlio Vargas e, posteriormente, à candidatura de Juscelino Kubitschek. No entanto, os esforços de renovação foram frustrados com a dissolução das seções do partido em Pernambuco e no Rio Grande do Sul, consideradas contradições dentro da estrutura principal do PSD. A intervenção do Diretório Nacional reafirma a posição do partido como instrumento de exploração do poder, sem intenção de promover uma renovação política genuína. Termina questionando como os dissidentes reagiriam diante da dissolução e se continuariam lutando por mudanças ou se resignariam a seguir os interesses do partido dominante.