Resumo:
Aborda a crítica de Carlos Lacerda aos pequenos partidos políticos, que, segundo Lacerda, fragilizam a governabilidade e comprometem a execução de programas nacionais, pois se tornam “ferramentas” de grandes partidos em troca de apoio eleitoral. Pilla discorda dessa visão e argumenta que o problema não reside no tamanho dos partidos, mas sim em sua natureza. Para ele, o que realmente falta na democracia brasileira são partidos autênticos, que representem os interesses do povo, e não meras máquinas eleitorais, como é o caso de alguns grandes partidos, como a União Democrática Nacional e o Partido Trabalhista Brasileiro, que são compostos por elementos heterogêneos e carecem de um ideário claro. Sugere que a verdadeira questão é a falta de partidos verdadeiros, e não o número de partidos no sistema. Ele destaca que, no sistema presidencial, os partidos tendem a ser aglomerados sem um propósito claro. Além disso, Pilla defende que, para a formação de grandes partidos genuínos, é necessário que existam partidos pequenos que, aos poucos, possam se estruturar de maneira sólida. Por fim, ele argumenta que proibir a existência de pequenos partidos seria um erro, pois é através deles que pode surgir uma base sólida para a construção de uma política verdadeira e eficaz no país.