Resumo:
Discute as críticas do jornal Estado de São Paulo ao parlamentarismo e à posição da União Democrática Nacional (UDN) em apoiar a reforma parlamentarista. O jornal afirma que a adoção do parlamentarismo entregaria o governo ao "getulismo", dominando a presidência e o gabinete ministerial. No entanto, Pilla argumenta que o raciocínio do jornal é simplista, visto que ele não leva em consideração as diferenças entre os sistemas presidencialista e parlamentarista. Acredita que a reforma parlamentarista poderia ser uma solução eficaz para as crises políticas, pois o Congresso, com maior poder de escolha e vigilância sobre o governo, seria mais capaz de garantir estabilidade política, ao contrário do atual sistema presidencialista, que tem um poder excessivo no presidente. Embora o Estado de São Paulo tema a fragmentação do Congresso e a multiplicidade de partidos no Brasil, Pilla refuta esse argumento. Ele argumenta que, em muitos países, mesmo com parlamentos fragmentados, o sistema parlamentar funciona, pois um governo se forma em torno de um programa comum. Além disso, o parlamentarismo tende a fortalecer partidos verdadeiros e eliminar os fracos, o que melhoraria o cenário político brasileiro. Conclui que as objeções do jornal são baseadas em sentimentos autoritários, preferindo um golpe em vez de uma reforma democrática. Ele defende a reforma como a melhor alternativa para um governo mais efetivo e democrático.