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Critica a postura do jornal O Estado de São Paulo em relação à União Democrática Nacional (UDN) e à defesa da reforma parlamentarista. Acusa a UDN de contradição, alegando que sua defesa da reforma parlamentarista vai contra suas convicções presidenciais. Contudo, Pilla esclarece que a UDN não é essencialmente presidencialista, mas sim um agrupamento político que abrange tanto os que defendem o presidencialismo quanto os que favorecem o parlamentarismo. Ele argumenta que, em sua origem, o partido acolhia uma diversidade de opiniões, incluindo aquelas que apoiavam a mudança para o parlamentarismo. A crítica de Pilla à visão do Estado de São Paulo é clara: o jornal parece ver a reforma parlamentarista como um mero expediente, sem acreditar genuinamente em sua eficácia. Em vez disso, o jornal sugere que o único remédio para a crise política seria uma nova intervenção militar. Pilla, por sua vez, defende que a reforma parlamentarista é uma tentativa legítima de evitar soluções extralegais, como o golpe militar, que o jornal aparentemente prefere. Posiciona-se contra a ideia de que a reforma é uma manobra política, afirmando que ela busca um caminho constitucional para resolver a crise. Sua crítica visa não apenas o conteúdo da reforma, mas também a postura autoritária que o jornal adota ao sugerir uma intervenção militar como solução para os problemas do país. |
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