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Critica a postura de alguns parlamentaristas que, embora tenham defendido a reforma parlamentar por um longo tempo, agora hesitam em aprová-la devido à campanha presidencial. Para Pilla, isso demonstra uma contradição, pois, se o sistema parlamentar é realmente vantajoso, nenhuma vitória eleitoral, independentemente do candidato, deveria ser colocada acima da necessidade de mudança do regime. Ele destaca que para os partidos políticos, a eleição de seus candidatos é priorizada, mas, para os parlamentaristas, a implementação do sistema parlamentar deve ser o objetivo maior, independentemente de quem vença a eleição. Reflete sobre a objeção de que a aprovação da Emenda Parlamentarista poderia entregar o governo a partidos como o PSD e o PTB. Ele questiona por que isso seria um problema, já que esses partidos possuem a maioria e demonstram capacidade de governar. A crítica, segundo Pilla, revela uma falta de confiança nas virtudes do sistema parlamentar. Ele sugere que, sob o novo regime, mesmo que um partido ocupe o governo, uma oposição capaz poderia garantir a fiscalização e impedir abusos de poder. Por fim, Pilla ressalta que o que está em jogo não é apenas a vitória de um candidato, mas a própria sobrevivência das instituições democráticas, que só poderiam ser garantidas com a adoção imediata da reforma parlamentar. |
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