Resumo:
Discute a segunda condição essencial para a implementação do sistema parlamentar no Brasil, conforme mencionada pelo Correio da Manhã: a necessidade de chefes administrativos efetivos e permanentes, em vez de simples funcionários de confiança. Critica a prática brasileira de distribuir cargos públicos entre correligionários, o que, segundo ele, comprometeria o bom funcionamento do parlamentarismo no país. A crítica central de Pilla é a tendência de priorizar o aspecto político sobre a eficiência administrativa, o que, na sua visão, prejudica a estabilidade necessária para a implementação do novo regime. Embora o sistema parlamentar exija adaptações e reformas, Pilla afirma que essas mudanças devem ser feitas de forma gradual, sem prejudicar as estruturas existentes. Ele argumenta que, no sistema presidencial, a falta de estabilidade nos cargos administrativos é aceitável devido à natureza do governo, que é partidário e responsável apenas perante o presidente. Já no parlamentarismo, a estabilidade administrativa é crucial, pois a alta administração não serve aos governantes de turno, mas ao governo de forma impessoal e contínua. Portanto, a reforma administrativa não deve ser um pré-requisito para a reforma política, mas sim uma consequência dela. Acredita que, para o funcionamento do sistema parlamentar, é indispensável a permanência dos chefes administrativos, já que o sucesso do novo regime depende diretamente dessa estabilidade.