Resumo:
Apresenta um diálogo entre ele e o sr. Afonso Arinos, que está preocupado com a situação política nacional. Arinos acredita que o regime presidencial aliado ao sistema proporcional e à ausência de maioria absoluta resultaram em um cenário catastrófico, e defende uma reforma para adotar o parlamentarismo como solução. No entanto, Pilla recusa a proposta de uma comissão para apresentar um novo projeto de reforma, considerando-a uma obstrução ao processo já em andamento. Ele ressalta que a reforma é urgente e reconhece os defeitos do projeto atual, mas defende que esses defeitos podem ser corrigidos posteriormente, após a aprovação da emenda. Critica a atitude dos líderes políticos, como Arinos e Gustavo Capanema, que preferem evitar a reforma imediata por questões secundárias, colocando em risco a estabilidade do país. Ele enfatiza que, embora o projeto tenha falhas, ele representa um avanço em relação à Constituição atual, que também apresenta defeitos graves. Destaca ainda que a proposta da reforma não é inteiramente de sua autoria, mas resultado do trabalho de uma comissão de juristas. Reflete a tensão entre a necessidade de uma mudança política urgente e a resistência de certos setores em aceitar soluções que, embora imperfeitas, são vistas como fundamentais para a sobrevivência do regime.