Resumo:
Discute a reforma da legislação eleitoral, destacando sua urgência e necessidade de corrigir falhas para o pleito de outubro. O projeto, de caráter emergencial, não busca mudanças fundamentais, mas sim ajustes essenciais para o próximo pleito. Observa que, apesar da importância da reforma, o debate na Câmara está sendo excessivamente demorado, com muitos opositores agindo de maneira estratégica para adiar a implementação, pois preferem manter o sistema atual, que lhes beneficia. Mesmo aqueles que apoiam a reforma acabam, muitas vezes, obstruindo o processo ao repetirem argumentos sem apresentar soluções novas. Um ponto central da discussão é a proposta de introdução da cédula oficial, que seria uma medida importante para evitar confusões nas eleições, especialmente nas legislativas, devido ao grande número de candidatos. No entanto, a aplicação dessa cédula se mostra impraticável nessas eleições, considerando o sistema de voto pessoal. Durante uma reunião entre líderes, Afonso Arinos sugeriu que a cédula oficial fosse aplicada apenas nas eleições para o Poder Executivo, onde o voto majoritário facilita sua utilização, deixando a decisão sobre as eleições legislativas para depois. Contudo, a sugestão não foi amplamente aceita, em parte devido à resistência de grupos que consideram a cédula um obstáculo para eleitores analfabetos ou com menos informações. Conclui que, diante da situação, é necessário avançar e votar, assumindo as responsabilidades.