Resumo:
Manifesta sua oposição à cassação do Partido Comunista e dos mandatos parlamentares ligados a ele, não por razões jurídicas, mas por considerar a medida politicamente inconveniente. Segundo ele, seria mais prudente permitir que os mandatos seguissem seu curso natural, sem interferências que poderiam gerar repercussões negativas. Ele destaca que a proibição formal do partido não eliminou o comunismo como movimento, pois este não é apenas uma força política, mas também um fenômeno social. Ao ser banido, o comunismo foi empurrado para a ilegalidade, tornando-se ainda mais perigoso. Em vez de enfraquecer, os comunistas se infiltraram em outros partidos, influenciando suas estratégias e aproveitando-se da luta pelo apoio eleitoral. Também aponta que a cassação não destruiu as ideias comunistas, pois centenas de milhares de eleitores continuaram a existir, organizando-se para manter sua atuação política. Ele atribui a essa situação a origem dos acordos políticos escandalosos denunciados recentemente. Embora deixe claro que não defende a volta do Partido Comunista à legalidade, Pilla sustenta que a decisão de bani-lo foi um erro difícil de corrigir dentro do sistema político vigente. Ele conclui que, ao invés de resolver o problema, a proibição apenas agravou a influência comunista, desviando-a para um cenário clandestino e mais instável.