Resumo:
Aborda a situação após a queda do regime de Juan Domingo Perón, destacando as incertezas sobre seu paradeiro e a possibilidade de resistência organizada. No entanto, argumenta que o verdadeiro desafio não é apenas a queda de Perón, mas sim a difícil tarefa de restaurar o país após os danos deixados pela sua ditadura. Descreve como Perón subverteu e empobreceu a Argentina, que antes era uma das nações mais prósperas do mundo, apesar das desigualdades na distribuição de riquezas. A restauração, segundo ele, não se limita à reconstrução material, mas envolve uma longa e árdua recuperação da ordem moral, um trabalho lento e sem soluções fáceis, e que exige um esforço contínuo de reeducação. Faz uma comparação com o Brasil, ressaltando que, apesar de uma ditadura mais branda, o país ainda sente as consequências morais de um regime autoritário. Ele alerta que a eleição presidencial que se aproxima pode, de fato, ser um passo rumo à regeneração ou, pelo contrário, aprofundar ainda mais a crise moral e política. Vê a eleição como um reflexo de um problema mais amplo e profundo que afeta tanto a Argentina quanto o Brasil, envolvendo a dissolução moral e a necessidade urgente de mudança para evitar um futuro ainda mais sombrio.