Resumo:
Aborda a "ineptidão cívica" do eleitorado brasileiro, destacando como a falta de moralidade tem se tornado um fator de prestígio entre os eleitores. Ele critica a atitude dos eleitores que, em muitas situações, parecem desconsiderar os princípios éticos ao escolher seus representantes, preferindo candidatos com falhas morais evidentes. A situação é vista como um reflexo do distanciamento dos cidadãos em relação aos valores que deveriam orientar as eleições. Em resposta a um telegrama de um leitor de Porto Alegre, que culpava a Justiça Eleitoral pelas falhas do processo, Pilla refuta a ideia de que o Tribunal Superior Eleitoral tenha qualquer responsabilidade sobre o mérito dos candidatos. Ele destaca que o papel da Justiça Eleitoral é apenas verificar os requisitos formais para a inscrição dos candidatos, como cidadania e cumprimento de critérios legais, e não avaliar a idoneidade moral dos mesmos. Enfatiza que a escolha dos candidatos é responsabilidade do eleitorado, que, ao votar em indivíduos com "capacidade moral duvidosa", está consciente de sua decisão, ignorando os fatos e a campanha pública que expunha os defeitos dos candidatos. Sugere que, apesar da evidência dos problemas morais, os eleitores fazem suas escolhas com plena consciência, o que, segundo Pilla, revela uma falha profunda na cultura política brasileira.