Resumo:
Discute que a democracia não se resume apenas ao voto. Embora o voto seja um instrumento importante, ele não é a essência da democracia, que deve ser fundamentada na virtude tanto dos governantes quanto dos governados. Destaca que o exercício do sufrágio deve ser um ato de elevação de pensamento e honestidade, onde o cidadão vota com o objetivo de promover o bem comum, e não interesses pessoais ou de grupo. Quando o voto se torna um ato egoísta ou desonesto, a democracia é comprometida, pois o verdadeiro governo se dá com consciência cívica e compromisso com o bem coletivo. Aponta a grave crise política que afeta o país, onde o voto, apesar de ser exercido regularmente, muitas vezes carece de significado e é tratado apenas como uma formalidade. Ele critica a falta de educação cívica no Brasil, que resultou de décadas de fraudes eleitorais, ditadura e demagogia. Com isso, o senso político da população foi pervertido, e o direito ao voto não veio acompanhado de preparação para utilizá-lo corretamente. Conclui que, sem uma nova abordagem para a educação política e uma lei eleitoral eficaz, o país continuará a ter eleições, mas não alcançará uma democracia verdadeira. A reforma é urgente para que o voto recupere seu papel de conscientização e responsabilidade.